Sola Scriptura • Sola Fide • Sola Gratia • Solus Christus • Soli Deo Gloria
Os fundamentos da fé reformada
Os 5 Solas são os cinco princípios fundamentais da Reforma Protestante do século XVI. Eles resumem as doutrinas essenciais que os reformadores redescobriram nas Escrituras e que se tornaram os pilares da fé reformada. Cada "Sola" (que significa "somente" em latim) enfatiza que a salvação e a vida cristã dependem exclusivamente de Deus, não de esforços ou méritos humanos.
Estes princípios não foram inventados pelos reformadores, mas foram redescobertos nas Escrituras após séculos de tradições humanas que haviam obscurecido o evangelho. Os 5 Solas são completamente baseados na Bíblia e representam o retorno à autoridade das Escrituras como única fonte de verdade.
Contexto Histórico: Durante a Idade Média, a Igreja Católica Romana havia desenvolvido doutrinas e práticas que não estavam baseadas nas Escrituras, incluindo a venda de indulgências, a intercessão de santos, e a ideia de que a salvação poderia ser ganha através de obras meritórias. Em 31 de outubro de 1517, Martinho Lutero afixou suas 95 Teses na porta da Igreja de Wittenberg, iniciando a Reforma Protestante. Os reformadores, incluindo Lutero, Calvino, Zwinglio e outros, redescobriram nas Escrituras que a salvação é somente pela graça, somente pela fé, somente em Cristo, baseada somente nas Escrituras, e para glória somente de Deus.
"Os 5 Solas não são apenas slogans da Reforma, mas são verdades bíblicas fundamentais que devem caracterizar toda igreja e todo crente fiel às Escrituras."
Somente a Escritura
A Bíblia é a única fonte infalível e autoritativa de verdade para a fé cristã e a vida cristã. Nenhuma tradição, nenhum concílio, nenhum credo, nenhum líder ou nenhuma experiência pessoal pode ter autoridade igual ou superior às Escrituras. A Escritura é auto-autenticante, auto-interpretativa e auto-suficiente.
"Toda a Escritura é inspirada por Deus e útil para o ensino, para a repreensão, para a correção, para a educação na justiça, a fim de que o homem de Deus seja perfeito e perfeitamente habilitado para toda boa obra." - 2 Timóteo 3:16-17
"Santifica-os na verdade; a tua palavra é a verdade." - João 17:17
"Porque a palavra de Deus é viva e eficaz, e mais cortante do que qualquer espada de dois gumes, e penetra até ao ponto de dividir alma e espírito, juntas e medulas, e é apta para discernir os pensamentos e propósitos do coração." - Hebreus 4:12
"A lei do Senhor é perfeita e restaura a alma; o testemunho do Senhor é fiel e dá sabedoria aos símplices." - Salmos 19:7
Texto Grego: "πᾶσα γραφὴ θεόπνευστος καὶ ὠφέλιμος πρὸς διδασκαλίαν, πρὸς ἐλεγμόν, πρὸς ἐπανόρθωσιν, πρὸς παιδείαν τὴν ἐν δικαιοσύνῃ, ἵνα ἄρτιος ᾖ ὁ τοῦ θεοῦ ἄνθρωπος, πρὸς πᾶν ἔργον ἀγαθὸν ἐξηρτισμένος."
Análise Palavra por Palavra:
Implicações Exegéticas: O texto não diz que a Escritura é "útil entre outras coisas", mas que ela é suficiente para tornar o homem de Deus "perfeito e perfeitamente habilitado para toda boa obra". A palavra "toda" (πᾶν) enfatiza a completude - não há obra boa que não possa ser realizada com base na Escritura.
1. Inspiração Plenária e Verbal:
2. Inerrância e Infalibilidade:
3. Canonicidade:
O Que Significa Suficiência:
Limites da Suficiência:
O Que Significa: As Escrituras são claras em suas doutrinas essenciais. Uma pessoa comum, com a ajuda do Espírito Santo, pode entender as verdades fundamentais da salvação e da vida cristã.
Níveis de Clareza:
O Que a Perspicuidade NÃO Significa:
As Escrituras provam sua própria autoridade. Não dependem de autoridade externa (igreja, concílios, tradição) para serem reconhecidas como Palavra de Deus. A evidência inclui:
Objeção 1: "A Bíblia foi escrita por homens, então contém erros humanos."
Resposta: Sim, foi escrita por homens, mas foi inspirada por Deus. 2 Pedro 1:21 diz: "porque nunca jamais qualquer profecia foi dada por vontade humana; entretanto, homens santos falaram da parte de Deus, movidos pelo Espírito Santo." Deus usou homens, mas superintendeu o processo para garantir que o resultado final fosse Sua Palavra.
Objeção 2: "Precisamos da tradição da igreja para interpretar a Bíblia corretamente."
Resposta: A tradição pode ser útil, mas não é autoritativa. Atos 17:11 elogia os bereanos por examinarem as Escrituras diariamente para verificar se o que Paulo ensinava era verdade. A Bíblia interpreta a si mesma - passagens claras interpretam passagens difíceis. A tradição deve ser testada pelas Escrituras, não o contrário.
Objeção 3: "Há contradições na Bíblia."
Resposta: Aparentes contradições geralmente resultam de: (1) Falta de contexto; (2) Diferentes perspectivas do mesmo evento; (3) Diferentes propósitos literários; (4) Traduções imperfeitas. Quando estudadas cuidadosamente, as "contradições" se resolvem. A inerrância se aplica aos manuscritos originais, não a traduções.
Objeção 4: "A Bíblia não menciona muitas coisas modernas (internet, clonagem, etc.)."
Resposta: A Bíblia não precisa mencionar cada tecnologia específica. Ela fornece princípios que se aplicam a todas as situações. Por exemplo, a Bíblia não menciona a internet, mas ensina princípios sobre comunicação, verdade, integridade que se aplicam ao uso da internet.
Antes da Reforma:
O Despertar de Lutero:
O Princípio de Sola Scriptura:
Desenvolvimento Posterior:
Fundamento do Conhecimento: Sola Scriptura estabelece que o conhecimento verdadeiro sobre Deus, salvação e vida cristã vem somente das Escrituras. Isso rejeita:
Hermenêutica Reformada:
1. No Estudo Bíblico Pessoal:
2. Na Pregação e Ensino:
3. Na Tomada de Decisões:
4. Na Defesa da Fé (Apologética):
Sola Scriptura não é um princípio isolado, mas o fundamento sobre o qual todos os outros Solas se baseiam. Sem a autoridade final das Escrituras, não podemos conhecer com certeza sobre Cristo, fé, graça ou glória de Deus. É o princípio que garante que nossa fé está baseada na revelação de Deus, não nas opiniões ou tradições humanas. Como os reformadores declararam: "A Escritura é a regra de fé e prática" - não apenas uma das regras, mas a única regra infalível.
Somente Cristo
Jesus Cristo é o único mediador entre Deus e o homem. Não há salvação em nenhum outro nome. Não precisamos de intermediários humanos, santos, Maria ou nenhum outro para chegarmos a Deus. Cristo é suficiente e completo para nossa salvação.
"E não há salvação em nenhum outro; porque abaixo do céu não existe nenhum outro nome, dado entre os homens, pelo qual importa que sejamos salvos." - Atos 4:12
"Porquanto há um só Deus e um só Mediador entre Deus e os homens, Cristo Jesus, homem." - 1 Timóteo 2:5
"Respondeu-lhe Jesus: Eu sou o caminho, e a verdade, e a vida; ninguém vem ao Pai senão por mim." - João 14:6
"E em nenhum outro há salvação, porque também debaixo do céu nenhum outro nome há, dado entre os homens, pelo qual devamos ser salvos." - Atos 4:12
"E o Verbo se fez carne e habitou entre nós, cheio de graça e de verdade, e vimos a sua glória, glória como do unigênito do Pai." - João 1:14
Cristo exerce três ofícios essenciais como nosso único mediador:
Texto Grego: "εἷς γὰρ θεός, εἷς καὶ μεσίτης θεοῦ καὶ ἀνθρώπων, ἄνθρωπος Χριστὸς Ἰησοῦς"
Análise Palavra por Palavra:
Implicações Exegéticas: O texto não diz "um dos mediadores" ou "o principal mediador", mas "um mediador" - singular e exclusivo. A palavra "um" (εἷς) aparece duas vezes: "um Deus" e "um mediador" - enfatizando a singularidade em ambos os casos.
O Que É Mediação: Mediação é o ato de se colocar entre duas partes em conflito para reconciliá-las. No contexto bíblico, há uma separação entre Deus (santo) e o homem (pecador). Um mediador é necessário para restaurar a comunhão.
Por Que Apenas Cristo Pode Ser Mediador:
Por Que Outros Não Podem Ser Mediadores:
1. Cristo Como Profeta:
2. Cristo Como Sacerdote:
3. Cristo Como Rei:
Definição: A união hipostática é a doutrina de que em Cristo há duas naturezas (divina e humana) unidas em uma pessoa, sem confusão, sem mudança, sem divisão, sem separação.
Base Bíblica:
Por Que Ambas as Naturezas São Necessárias:
Heresias Históricas Rejeitadas:
1. Vida Perfeita de Cristo (Obediência Ativa):
2. Morte Substitutiva de Cristo (Obediência Passiva):
3. Ressurreição de Cristo:
4. Ascensão e Intercessão de Cristo:
Objeção 1: "Maria e os santos podem interceder por nós também."
Resposta: 1 Timóteo 2:5 diz claramente que há um mediador. Além disso, Maria e os santos são humanos falecidos - não têm poder divino, não podem ouvir todas as orações simultaneamente, e não têm autoridade para interceder. A intercessão eficaz requer poder divino e autoridade, que só Cristo possui.
Objeção 2: "Precisamos de sacerdotes humanos para oferecer sacrifícios."
Resposta: Hebreus 10:10-14 declara que o sacrifício de Cristo foi único e completo. Não há mais necessidade de sacrifícios. Os "sacerdotes" do Novo Testamento (pastores) não oferecem sacrifícios, mas proclamam o sacrifício já oferecido por Cristo.
Objeção 3: "Cristo não é suficiente - precisamos fazer boas obras também."
Resposta: A obra de Cristo é completa e suficiente. Nossas obras são resultado da salvação, não causa dela. Efésios 2:8-10 deixa claro: somos salvos pela graça, não por obras, mas fomos criados para boas obras.
Práticas Medievais:
Resposta dos Reformadores:
1. Na Oração:
2. Na Adoração:
3. Na Salvação:
Solus Christus estabelece que Cristo é o único caminho para Deus, o único salvador, o único mediador. Sua obra é completa e suficiente. Não precisamos e não devemos buscar outros intercessores, outros salvadores ou outros caminhos. Cristo é tudo que precisamos - Sua vida perfeita, Sua morte substitutiva, Sua ressurreição vitoriosa e Sua intercessão contínua garantem nossa salvação. Como declarou Pedro: "E não há salvação em nenhum outro" (Atos 4:12).
Somente a Fé
A justificação (ser declarado justo diante de Deus) é recebida somente pela fé, não por obras. As obras são resultado da salvação, não o meio para obtê-la. A fé é o instrumento pelo qual recebemos a justificação, que é baseada na obra perfeita de Cristo.
"Concluímos, pois, que o homem é justificado pela fé, independentemente das obras da lei." - Romanos 3:28
"Pois que diz a Escritura? Abraão creu em Deus, e isso lhe foi imputado para justiça." - Romanos 4:3
"Sabendo, pois, o homem não é justificado por obras da lei, mas mediante a fé em Cristo Jesus, também nós cremos em Cristo Jesus para sermos justificados pela fé em Cristo e não por obras da lei; pois por obras da lei nenhuma carne será justificada." - Gálatas 2:16
"Porque pela graça sois salvos, mediante a fé; e isto não vem de vós; é dom de Deus; não de obras, para que ninguém se glorie." - Efésios 2:8-9
"Mas ao que não trabalha, porém crê naquele que justifica o ímpio, a sua fé lhe é atribuída como justiça." - Romanos 4:5
A fé salvadora não é apenas conhecimento intelectual ou assentimento mental, mas envolve três elementos essenciais:
Texto Grego: "λογιζόμεθα γὰρ δικαιοῦσθαι πίστει ἄνθρωπον χωρὶς ἔργων νόμου"
Análise Palavra por Palavra:
Implicações Exegéticas: O texto não diz "justificado pela fé e obras", mas "justificado pela fé sem obras da lei". A palavra "sem" (χωρὶς) é enfática - não há contribuição das obras para a justificação.
Texto: "Pois que diz a Escritura? Abraão creu em Deus, e isso lhe foi imputado para justiça. Ora, ao que trabalha, o salário não é considerado como favor, e sim como dívida. Mas ao que não trabalha, porém crê naquele que justifica o ímpio, a sua fé lhe é atribuída como justiça."
Pontos Cruciais:
1. Definição de Justificação:
2. Aspectos da Justificação:
3. Base da Justificação:
4. Meio da Justificação:
1. Os Três Elementos da Fé (Notitia, Assensus, Fiducia):
2. A Fé Como Dom de Deus:
3. Fé vs. Obras:
| Aspecto | Justificação | Santificação |
|---|---|---|
| Natureza | Ato judicial (declaração) | Processo contínuo (transformação) |
| Tempo | Instantâneo (uma vez por todas) | Contínuo (ao longo da vida) |
| Meio | Fé somente | Fé + Obras (cooperação) |
| Base | Obra de Cristo | Obra do Espírito Santo |
| Resultado | Status legal (justo) | Caráter transformado (santo) |
| Pode Ser Perdida? | Não (permanente) | Pode regredir (mas não se perde) |
O Problema: Tiago parece ensinar que a justificação é pelas obras: "Vedes que uma pessoa é justificada por obras e não por fé somente" (v. 24).
A Solução:
Objeção 1: "Tiago 2:24 diz que somos justificados por obras."
Resposta Detalhada: Tiago está falando de justificação no sentido de demonstração, não de declaração. Ele está mostrando que a fé verdadeira se evidencia através de obras. Abraão foi justificado pela fé (Gênesis 15:6), mas sua obediência em oferecer Isaque (Gênesis 22) demonstrou que sua fé era real. Paulo e Tiago usam "justificar" em sentidos diferentes, mas complementares.
Objeção 2: "Se somos salvos somente pela fé, podemos viver em pecado."
Resposta Detalhada: Esta objeção (antinomianismo) é refutada em Romanos 6. Se alguém realmente creu em Cristo, foi unido a Ele na morte e ressurreição, e não pode continuar vivendo em pecado. A verdadeira fé sempre produz transformação. Além disso, somos salvos para boas obras (Efésios 2:10), não de boas obras, mas também não sem boas obras.
Objeção 3: "A fé é uma obra - então somos salvos por obras."
Resposta Detalhada: A fé não é uma obra meritória. Romanos 4:4-5 contrasta trabalho (obra) com fé (favor). A fé é receber, não fazer. Além disso, a fé é um dom de Deus (Efésios 2:8), não algo que produzimos. A fé é o instrumento, não a causa da justificação.
Objeção 4: "Precisamos de fé + obras para ser salvos."
Resposta Detalhada: Se obras contribuem para a salvação, então não é mais por graça (Romanos 11:6). A salvação é 100% pela graça, através da fé. As obras são resultado, não causa. É como dizer que uma árvore precisa de frutos para existir - não, a árvore existe primeiro, depois produz frutos.
A Descoberta de Lutero:
O Ensino Católico Medieval:
A Resposta dos Reformadores:
1. Para a Certeza da Salvação:
2. Para a Vida Cristã:
3. Para a Pregação:
Sola Fide estabelece que a justificação é recebida somente pela fé, não por obras. A fé é o instrumento pelo qual recebemos a justificação que é baseada na obra perfeita de Cristo. Esta doutrina elimina todo orgulho humano e coloca toda a glória em Deus. Como declarou Lutero: "O justo viverá pela fé" - não pela fé + obras, mas somente pela fé. As obras seguem a salvação como fruto inevitável, mas não são o meio para obtê-la.
Somente a Graça
A salvação é um dom totalmente gratuito de Deus. Não merecemos e não podemos merecer a salvação. É pela graça de Deus, e não por nossos esforços, que somos salvos. A graça é favor imerecido - Deus nos dá o que não merecemos (salvação) e não nos dá o que merecemos (condenação).
"Porque pela graça sois salvos, mediante a fé; e isto não vem de vós; é dom de Deus; não de obras, para que ninguém se glorie." - Efésios 2:8-9
"Mas, se é por graça, já não é de obras; do contrário, a graça já não é graça." - Romanos 11:6
"Mas Deus, sendo rico em misericórdia, por causa do grande amor com que nos amou, e estando nós mortos em nossos delitos, nos deu vida juntamente com Cristo (pela graça sois salvos)." - Efésios 2:4-5
"Mas, quando apareceu a bondade de Deus, nosso Salvador, e o seu amor para com os homens, não por obras de justiça praticadas por nós, mas segundo a sua misericórdia, ele nos salvou mediante o lavar regenerador e renovador do Espírito Santo." - Tito 3:4-5
"Porque o salário do pecado é a morte, mas o dom gratuito de Deus é a vida eterna em Cristo Jesus, nosso Senhor." - Romanos 6:23
Por causa da queda, o homem está espiritualmente morto (Efésios 2:1) e não pode, por si mesmo, escolher a Deus ou fazer qualquer coisa para merecer a salvação. A graça é absolutamente necessária porque:
Texto Grego: "τῇ γὰρ χάριτί ἐστε σεσῳσμένοι διὰ πίστεως· καὶ τοῦτο οὐκ ἐξ ὑμῶν, θεοῦ τὸ δῶρον· οὐκ ἐξ ἔργων, ἵνα μή τις καυχήσηται."
Análise Palavra por Palavra:
Implicações Exegéticas: O texto é absolutamente claro - a salvação é 100% pela graça, 0% por obras. A palavra "isto" (τοῦτο) se refere a toda a salvação, incluindo a fé. Até mesmo a fé é um dom de Deus, não algo que produzimos.
1. Definição de Graça:
2. Tipos de Graça:
Monergismo (Reformado):
Sinergismo (Arminiano/Católico):
Por Que Monergismo É Bíblico:
O Que É Depravação Total:
Evidências Bíblicas da Depravação Total:
Implicações da Depravação Total:
A ordem lógica da aplicação da salvação mostra que tudo é pela graça:
Nota Importante: Todos esses passos são obra de Deus, não do homem. O homem não contribui com nada.
Objeção 1: "Se é tudo pela graça, então não temos responsabilidade."
Resposta Detalhada: A graça não elimina a responsabilidade, mas a responsabilidade não pode produzir salvação. Somos responsáveis por crer, mas não podemos crer sem a graça. A responsabilidade e a soberania de Deus coexistem - são dois lados da mesma verdade bíblica. Somos responsáveis, mas incapazes. A graça nos capacita a responder.
Objeção 2: "Se é pela graça, então podemos viver em pecado."
Resposta Detalhada: Esta objeção (antinomianismo) é refutada em Romanos 6 e Tito 2:11-12. A graça que salva também ensina a renunciar à impiedade. A verdadeira graça sempre produz transformação. Se alguém continua vivendo em pecado, não recebeu a graça salvadora.
Objeção 3: "Se é tudo pela graça, então Deus é injusto por não salvar todos."
Resposta Detalhada: Deus não é obrigado a salvar ninguém. Se todos merecem condenação (Romanos 3:23), então salvar alguns é graça, não salvar todos não é injustiça. A justiça exigiria que todos fossem condenados. A graça escolhe salvar alguns. Deus não é injusto por não dar a todos o que ninguém merece.
Objeção 4: "Precisamos cooperar com a graça."
Resposta Detalhada: Se cooperamos, então não é mais graça (Romanos 11:6). Além disso, Efésios 2:1 diz que estamos "mortos" - mortos não podem cooperar. A regeneração precede a fé - primeiro Deus nos vivifica (regeneração), então respondemos com fé. Mas até mesmo a fé é um dom de Deus (Efésios 2:8).
O Ensino Católico Medieval (Sinergismo):
A Resposta dos Reformadores (Monergismo):
1. Para a Humildade:
2. Para a Gratidão:
3. Para a Evangelização:
Sola Gratia estabelece que a salvação é completamente pela graça de Deus, sem qualquer contribuição humana. É monergística (obra de Deus somente), não sinergística. A graça é favor imerecido - recebemos o que não merecemos (salvação) e não recebemos o que merecemos (condenação). Esta doutrina elimina todo orgulho humano e coloca toda a glória em Deus. Como declarou Paulo: "Mas, se é por graça, já não é de obras; do contrário, a graça já não é graça" (Romanos 11:6).
Glória somente a Deus
Tudo existe e acontece para a glória de Deus. A salvação, a vida, tudo o que somos e fazemos deve ser para a glória de Deus, não para nossa própria glória. Deus é o fim último de todas as coisas - tudo foi criado por Ele, através dEle e para Ele.
"Porque dele, e por meio dele, e para ele são todas as coisas. A ele, pois, a glória eternamente. Amém!" - Romanos 11:36
"Portanto, quer comais, quer bebais ou façais outra coisa qualquer, fazei tudo para a glória de Deus." - 1 Coríntios 10:31
"A ele seja a glória, na igreja e em Cristo Jesus, por todas as gerações, para todo o sempre. Amém!" - Efésios 3:21
"Eu sou o Senhor; este é o meu nome; a minha glória, pois, não a darei a outrem, nem a minha honra, às imagens de escultura." - Isaías 42:8
"Digno és, Senhor, de receber glória, e honra, e poder; porque tu criaste todas as coisas, e por tua vontade existem e foram criadas." - Apocalipse 4:11
"Não a nós, Senhor, não a nós, mas ao teu nome dá glória, por amor da tua misericórdia e da tua fidelidade." - Salmos 115:1
A glória de Deus é a manifestação de Seu caráter, Sua excelência e Sua santidade. É a soma de todos os Seus atributos perfeitos sendo revelados. Quando glorificamos a Deus, reconhecemos e proclamamos quem Ele é e o que Ele fez.
A salvação é totalmente para a glória de Deus:
Texto Grego: "ὅτι ἐξ αὐτοῦ καὶ δι' αὐτοῦ καὶ εἰς αὐτὸν τὰ πάντα· αὐτῷ ἡ δόξα εἰς τοὺς αἰῶνας, ἀμήν."
Análise Palavra por Palavra:
Implicações Exegéticas: Este versículo estabelece que Deus é a origem (dele), o meio (por meio dele) e o fim (para ele) de todas as coisas. Nada existe independente de Deus. Tudo foi criado por Ele, através dEle e para Ele. Portanto, toda glória pertence a Ele eternamente.
1. Definição de Glória:
2. A Glória de Deus na Criação:
3. A Glória de Deus na Salvação:
4. A Glória de Deus na História:
1. Adoração:
2. Obediência:
3. Testemunho:
4. Serviço:
5. Gratidão:
1. Eleição para a Glória:
2. Redenção para a Glória:
3. Santificação para a Glória:
4. Glorificação Final:
1. Não Significa Que Não Devemos Honrar Uns Aos Outros:
2. Não Significa Que Não Podemos Receber Elogios:
3. Não Significa Que Não Devemos Buscar Excelência:
Objeção 1: "Se tudo é para a glória de Deus, então Deus é egoísta."
Resposta Detalhada: Deus não é egoísta porque Ele é o único ser que merece toda a glória. Além disso, quando glorificamos a Deus, isso é o melhor para nós também. A glória de Deus e nosso bem-estar não estão em conflito - são harmoniosos. Deus é glorificado quando somos abençoados e transformados.
Objeção 2: "Se tudo é para a glória de Deus, então não importa o que fazemos."
Resposta Detalhada: Pelo contrário - se tudo é para a glória de Deus, então tudo importa! Devemos fazer tudo com excelência porque é para Sua glória. 1 Coríntios 10:31 diz "fazei tudo para a glória de Deus" - isso inclui tudo, desde as tarefas mais simples até as mais importantes.
Objeção 3: "Não podemos realmente glorificar a Deus - Ele já tem toda a glória."
Resposta Detalhada: Verdade, Deus já possui toda a glória intrínseca. Mas podemos reconhecer e proclamar Sua glória. Podemos refletir Sua glória em nossas vidas. Podemos viver de forma que outros vejam Sua glória através de nós. Isso não adiciona glória a Deus (Ele já a tem), mas manifesta Sua glória ao mundo.
O Problema Medieval:
A Resposta dos Reformadores:
Desenvolvimento Teológico:
1. Na Vida Pessoal:
2. Na Igreja:
3. Na Evangelização:
4. Na Adversidade:
Soli Deo Gloria estabelece que tudo existe e acontece para a glória de Deus. É o propósito final de todas as coisas - criação, salvação, história, tudo. Esta doutrina nos lembra que não vivemos para nós mesmos, mas para Deus. Toda honra, glória e louvor pertencem somente a Ele. Como declarou Paulo: "Porque dele, e por meio dele, e para ele são todas as coisas. A ele, pois, a glória eternamente. Amém!" (Romanos 11:36). Este é o lema da Reforma e deve ser o lema de toda vida cristã fiel.